segunda-feira, 29 de agosto de 2011

2º capítulo: O Pedido de Ajuda – Parte 2





Já estava no final da aula. Todos, principalmente Jéssica, estavam muito preocupados com o desaparecimento de Karoline. Decidiram, ao bater o sinal do fim da aula, ir até a diretoria, para ver se dona Ângela sabia de algo.
Chegaram lá e não encontraram ninguém na sala. Separaram-se em dois grupos (Fellipe com Peter e Lucas com Jéssica) para procurar pelo resto do colégio. A preocupação maior de todos era se ela não estivesse no ali. Ligaram para suas casas, para ver se ela estava lá. As respostas que receberam foram “Não”, “Não a vi” ou “Não passou por aqui”. Foram, então, procurar pelo colégio.
Lucas e Jéssica subiram as escadas do primeiro bloco para procurar nas salas de lá. Estavam quase desistindo, quando um choro os fez parar.
- Última vez, mocinha – disse uma voz que conheciam muito bem. Era dona Ângela, a diretora. – O que você ouviu?
- Eu estou falando a verdade! Só ouvi alguém gritando. Achei que dois alunos poderiam estar brigando e iria chamá-la após descobrir o que acontecia. Não entendi nada do que vocês falavam!
Lucas e Jess se assustaram mais ainda, pois esta era a voz de Karol. Mandaram uma mensagem para Peter e Fellipe irem para lá correndo.
- Desta vez, vou deixar passar – falava a diretora – Mas, não quero ouvir você e aquele bando de moleques com quem você anda falando sobre isso! Agora, suma daqui! – complementou, abrindo a porta e empurrando Karoline para fora. Nem sequer chegou a ver os dois que esperavam por Karol, a qual estava muito assustada. Jess a abraçou e Lucas passou a mão em sua cabeça para confortá-la. Os outros chegaram e Karol, disse:
- Vamos sair daqui logo. Lá em casa eu explico o que aconteceu.
Depois de chegarem na casa de Fellipe e Karol e ela contar tudo o que aconteceu (inclusive sobre a pressão feita sobre ela, o que quase a fez contar a verdade), foram almoçar. Karol disse que agora acreditava no irmão e tinha quase toda certeza de que não era um mito. Até incentivou-os a tentar abrir o portal.
Resolveram se reunir no dia seguinte, após a aula, para tentar interpretar a dica. Iriam até a casa de Peter, pois lá não haveria ninguém em casa.


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O que será que acontecerá na casa de Peter? Será que conseguirão encontrar a tal chave do portal? Ou isso é apenas um mito e estão tentando enganá-los?

Aah, gente... Comentem, please! Ajuda na inspiração... imaginação do escritor ^^. Posto logo o terceiro capítulo. Beijos :*

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

2º Capítulo: O Pedido de Ajuda – Parte 1




Passou-se uma semana e nada mais foi comentado a respeito do papel na sala da diretora. Lucas estava em casa, assistindo televisão, quando sua mãe o chamou, pois alguém na porta queria falar com ele. Foi, então, para lá e encontrou Fellipe o esperando. Foram dar uma volta num parque ali perto para conversarem. Ao chegarem lá, encontraram todo o grupo reunido à espera deles. Fellipe começou a falar:
- Há mais ou menos uma semana, eu encontrei na sala da dona Ângela este papel. – Lucas estranhou, pois da primeira vez que o vira, estava escrito em azul, e não em verde, como agora. – Está escrito em nossa língua, a que nós inventamos para nos comunicarmos durante as aulas, mas este não é nenhum dos que nós escrevemos. Se fosse, eu lembraria. Eu trabalhei nele durante a semana e consegui traduzi-lo. É como um pedido de ajuda, uma convocação a outro mundo. Diz assim:

“O nosso mundo, uma chave abre
E ao chegar, algo os espera.
No escuro lugar, o mais jovem deve procurar
E verá o portal pela janela.
Rápido devem vir
E com a vossa ajuda
Nosso mundo continuará a existir.”

Ficaram em silêncio, tentando interpretar o bilhete. Karol quebrou o silêncio dizendo:
- Vocês só podem estar malucos! Acreditam mesmo nisso? Como podem ter tanta certeza de que esse mundo existe e que não é uma pegadinha?
- Eu não tenho certeza, mas acho que tem algo... não sei... mágico nessa história. – Defendeu-se Fellipe. – As letras mudaram de cor, do azul para o verde, no dia em que terminei de traduzir.
- Não vou acreditar em você de novo – Disse Karoline, virando de costas para sair.
- Mas é verdade! – Lucas tentou ajudar. – Eu vi! Antes era azul!
Karoline olhou para Lucas, negou com a cabeça e saiu em direção à sua casa. Jéssica foi atrás dela. Ela e Lucas não estavam entendendo o motivo de Karol não confiar e acreditar no próprio irmão. Jess chegou na porta da casa de Karol e tocou a campainha. O pai dela atendeu e disse que estava no quarto e tinha pedido para ela subir, se viesse até ali.
Ao chegar no quarto, bateu na porta e disse quem era. Karol abriu a porta.
- Eu te devo uma explicação, não? – disse ela.
- Se quiser falar, estou ouvindo. - falou Jéssica.
- Pode se sentar.. é um pouco comprida. – Jess entrou no quarto, o qual não era muito diferente do seu. Havia alguns cadernos espalhados na escrivaninha. Karol fechou a porta enquanto Jéssica se sentava na cama. – Eu não sou irmã de verdade do Fellipe. Sou adotada. Morava em um orfanato aqui perto. Nos conhecemos lá. Ele fazia visitas diárias com o pai dele, porque depois que a mãe dele faleceu, ficaram praticamente sozinhos e queriam mais alguém com eles. Pensaram em adotar alguém que já tivesse mais ou menos a idade do Fellipe. Ainda no orfanato, começamos a conversar e... até namoramos um tempo. Uma vez, eu estava indo ao parque com algumas amigas minhas e encontramos umas garotas que não gostavam de nós lá. Ele estava lá, encostado numa árvore. A garota que mais implicava comigo chegou perto dele e foi se aproximando. Ele riu e eles se beijaram. Eu saí correndo para o orfanato. Não aguentava mais nem um segundo. Quando eu cheguei lá, o pai dele estava me esperando e me disse que havia me adotado. Eu e Fellipe brigamos.. e desde lá eu não consigo mais confiar nele. Ele até tentou dizer que foi ela.. mas eu não acreditei.
- Hum.. – Jéssica não sabia o que dizer. Elas conversaram mais um pouco, mas já estava tarde e precisavam terminar seus afazeres.

...


No recreio, Karol saiu rapidamente, para comprar seu lanche na cantina, o qual acaba rápido lá, pois há um grande número de alunos. Quando passou por uma porta, ouviu as vozes da diretora e do professor de história conversando. Parou por um momento, ao ouvir que falavam sobre o papel que Fellipe pegara.
- Sumiu! Simplesmente sumiu! Estava em cima da minha mesa e não o encontrei mais. Era o único jeito de explorarmos meu mundo e seus arredores e agora perdemos...
- Espere. – Ela foi interrompida pelo professor que abriu a porta bruscamente, derrubando Karoline dentro da sala.

Continua...

O que vai acontecer à Karoline? Será que agora ela acreditará no irmão? Só no próximo capítulo, que é a continuação deste.

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Eu sei que eu não escrevo muito bem, mas se vocês conseguiram ler até aqui sem ter um ataque de tédio e fechar a janela.. já ta ótimo pra mim!! kk Apesar de que eu achei que esse ficou bem melhor que o outro (modéstia a parte ^^) kk
Comentem, viu?! Posto logo a continuação.
Beijos :*