domingo, 18 de dezembro de 2011

5º capítulo: Surpresas.

Hey! Voltei, postando mais um cap.
Aah, antes que eu me esqueça. Queria agradecer à minha amiga Martina, que me ajudou a escrever. A maioria das ideias foram dela, eu só escrevi. Kkk
Mas, afinal, a história precisava dar uma melhorada. Então, ta aí!

No último capítulo...

“Um de cada vez, após o comando da fada, entraram no portal. Tomados pela escuridão, inconscientemente, seguiram para o desconhecido.”



Karol foi a primeira a acordar. Se encontrava em um lugar totalmente diferente do qual imaginava que iria despertar. Era sombrio, úmido e deprimente. Logo percebeu que era uma cela. Tentou se levantar mas foi puxada novamente ao solo. Estava presa por correntes nas mãos e nos pés. Viu também que os seus amigos estavam ali, presos também. Chamou por seus nomes, fazendo-os acordarem.
- Aonde estamos? – perguntou Lucas.
- E você acha que nós sabemos? – retrucou Jéssica.
- Devo admitir que não esperava essa recepção... – brincou Fellipe.
- Shhh – pediu Peter – Tem alguém vindo! – acrescentou sussurrando.
Uma luz ia crescendo do lado de fora da cela. Será que alguém vinha soltá-los?
Logo descobriram de onde surgia a luz. Era a fada azul, que os trouxera para aquele lugar.
- Agnes! Onde estamos? Ajude-nos, por favor! Tire-nos daqui! – dizia Karol.
- Hihihihihi. Tolinhos! – A voz da fada era muito diferente daquela que ouviram pela primeira vez, parecendo mais com uma bruxa do que com um anjo. – Seus pais não lhe ensinaram a não falar com estranhos? Olhe no que deu! Presos como ratos sujos em ratoeiras!
- O que? – perguntou Lucas, ainda sem entender nada.
- Ah, são mais burros do que eu pensava! – Agnes falava com indiferença. – Eu sou do mau, não perceberam?
- Ta, que seja! O que pretende fazer com a gente? – disse Fellipe, irritado.
- Hum... Ainda não pensei nisso. Mas talvez aprisioná-los até o fim de suas vidas... ou matá-los!
- Wow... E eu achando que você era legal! – retrucou Fellipe.
- Aham... que seja. Tenham uma boa noite, queridinhos! – Deu mais uma risadinha e se retirou do lugar.
Já havia passado um bom tempo da visita da fada e a cela estava mais escura do que antes. Devia ser noite lá fora. Um dos criados lhes trouxera comida (era quase impossível nomear assim). Em um prato haviam apenas três pães escuros e secos e um cantil de água. Estavam famintos e dividiram entre si. Logo, quase sem perceber, adormeceram.
Há quanto tempo haviam dormido? Um dia? Uma noite? Alguns minutos? Isso não importava, estavam presos e a única esperança de sair de lá era um milagre.
- Olá dorminhocos! Vim lhes fazer outra visita! – A fada assustou-os ao aparecer de repente.
- Ah, cansei de você! – disse Jéssica, pegando o cantil e atirando na direção da fada. Todos ficaram surpresos com seu ato. Mais surpresos ainda, ficaram quando o alvo foi atingido e a fadinha caiu inconsciente no chão da masmorra. – Como alguém tão pequeno pode ser tão irritante?
Ouviram-se explosões lá em cima e logo começaram os gritos e a confusão.  Não tinham a menor ideia do que estava acontecendo. Escutaram passos que pareciam estar descendo as escadas. Ficaram quietos, esperando o que estava por vir. E ficaram pasmos.
Uma figura muito conhecida por eles caminhava na direção da cela. Era o professor de história, esguio e musculoso, trazendo uma espada embainhada no cinto e também as chaves da cela. Soltou cada um deles rapidamente.
- Vamos! – ordenou o professor – Precisamos ser rápidos! Quando ela acordar, não estará nada feliz. – Olhou, então, para Agnes, adormecida à seus pés.
Todos olhavam para ele, sem reação alguma
- Venham! Sigam-me! – insistia ele – Esclarecimentos depois.
Não tinham escolha, então, seguiram o professor, confusos demais para falar.
- Ágata, minha filha, está distraindo-os, mais creio que não será por muito tempo.
Mesmo continuando sem entender, corriam, sendo ora empurrados, ora arrastados.
Chegaram a uma sala grande, bagunçada por causa das explosões. Havia uma porta à direita e outra à esquerda. Sem nem mesmo hesitar, o professor seguiu para a esquerda. Perceberam, após um tempo, que em cada sala, havia duas portas e seguiam pela esquerda. Então, na quinta porta, um pouco maior e mais luxuosa que as outras, lançaram-se para a noite.
Viram que estavam em um castelo, mas como estava escuro, não conseguiram enxergar os detalhes. A única coisa que sabiam é que era grande. Podiam ver as inúmeras explosões vindas de lá, que nunca comprometiam o castelo.
Corriam em direção a uma ponte que ligava o terreno do castelo ao outro lado de um rio extenso. Estavam quase chegando ao fim da ponte, quando uma figura feminina os alcançou, com uma espada na mão. Demoraram um pouco para perceber que estavam sendo seguidos por um batalhão de seres, alguns com tochas nas mãos, outros com espadas.
- Vamos cortar a corda da ponte! – berrou Peter.
- Não! – discordou o professor – Minha filha ainda não chegou!
Mas, para a surpresa de todos, após passarem ao outro lado, a figura feminina  baixou com força sua espada, partindo a corda e derrubando os que estavam na ponte dentro do rio.
Uma grande multidão parou subitamente no outro lado. Alguns caíram, sendo levados pela correnteza.
Sem nenhum motivo aparente, Fellipe correu na direção de Ágata, empurrando para o lado e sendo atingido por algo. Então, não viu mais nada.

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Este foi o capítulo... Espero que tenham gostado. Até logo!
Beijos :*

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

4º capítulo: Um mundo paralelo.

     Hey, people! Taí o cap. Espero que gostem. E comentem!!

 No último capítulo...

“Já anoitecera, os garotos já haviam jantado. Estavam no quarto de Peter, quando Fellipe viu alguma   coisa pelo reflexo do espelho.”


Fellipe correu em direção ao espelho e notou um reflexo azulado que parecia vir de trás da janela. Ele foi até lá, abriu o vidro e ali estava, no parapeito. Azulada como a água de rio corrente, como o céu em um dia de verão, pequena como um beija-flor. Tinha a aparência fraca, como alguém que precisa de comida ou do que o sustenta.Sua luz piscava, quase falhando, ela tremia. Fellipe estava pasmo.
- F-fada! U-uma fada! – dizia ele. Nunca havia visto nada igual na vida. Até aquele momento, podia jurar que não existiam.
Pegou-a em sua mão e trouxe-a para dentro. Entrava um vento frio da janela. Peter foi fechá-la. A fadinha sussurrou alguma coisa, quase inaudível. Os garotos se aproximaram dela para conseguir ouvir melhor.
- Água... A-água. Preciso de água!
Peter correu para a cozinha, pegou uma xícara e encheu-a de água. Andou escada acima e entrou novamente no quarto, Fellipe não mudara de posição. Deixou a xícara em cima da escrivaninha e Fellipe aproximou a mão que segurava a fada para que ela pudesse beber a água no que, para o tamanho dela, parecia ser um balde. Os garotos se assustaram ao ver a reação da fada: em vez de tomar a água, saltou lá dentro, como se a xícara fosse uma piscina. Peter foi puxá-la, mas Fellipe impediu-o. A luz da fada brilhou muito mais do que eles podiam esperar. Um clarão azulado tomou conta do quarto e logo se apagou. A fada que já não piscava mais, permanecendo com uma luz forte, viva, levantou a cabeça da água e disse, com uma voz angelical:
- Olá Fellipe. Olá Peter. Antes de tudo, parabéns pelo seu ótimo raciocínio, que lhe fez me encontrar. – disse, dirigindo-se a Peter. – E dou-lhes a garantia de que esse encontro será muito importante. Muito obrigada por me salvarem, garotos. Agora, vamos ao que interessa. – A voz ecoava na cabeça dos dois.
- Espere um pouco! – interrompeu-a Fellipe – Como você sabe nossos nomes? E o que você fez, Peter? – Ele estava pasmo.
-Depois conversamos. Deixe-a falar – disse Peter.
- Bom... continuando. Eu venho de um mundo paralelo ao de vocês, o Reino de Kalaffar. O nome vem de Lucio Kalaffar, um mortal que viveu por aquelas terras há muitos anos. Mas isso não vem ao caso. Temos situações mais importantes para discutir. Nós precisamos de ajuda. Um grande mal ronda nossos perímetros e apenas vocês poderão salvá-lo. O único portal que poderá levá-los a tempo se abrirá amanhã, quando o sol se por... será perto das 18 horas, neste quintal. Chamem os outros três e estejam aqui cinco e meia com tudo que for relativamente importante para vocês. Alguma pergunta? – Ela falava rapidamente, mas os garotos estavam prestando atenção suficiente para não deixar nenhuma informação para trás.
- Não – disseram os dois ao mesmo tempo, um pouco assustados.
- Agora, durmam, pois terão um longo dia amanhã. – A fada deu um último mergulho na xícara de água e voou para a janela, desaparecendo rapidamente.

...

O dia amanheceu claro. Fellipe e Peter chamaram os outros para contar o que acontecera na noite passada. Jéssica parecia assustada, mais do que o normal, mais do que os outros.
- O que foi, Jess? – Perguntou Karol.
- Essa fada... É loira, de vestidinho azul e asas azuis? Uma fada da água? – Ela fitava o horizonte, como se tentasse lembrar algo.
- É. Como sabe disso? – Disse Fellipe, desconfiado. Eles não haviam dito nada sobre a aparência da fada.
- Eu... Eu sonhei com ela. Ela estava voando no meu quarto e pousou no meu ombro. Depois... desapareceu. Então, eu acordei com a sua ligação. – Olhou para Peter, na última frase.
- Hum... ok. Alguém é contra vir aqui hoje ao pôr-do-sol? – Esperou a resposta e todos disseram “não”. – Então, peguem tudo o que vocês quiserem levar e voltem aqui às 17 e 30.

...

O sol já estava ameaçando descer e todos já haviam chegado. Peter escrevia um recado para seus pais. Era simples, continha as seguintes palavras:

Pai,
 O senhor pode não acreditar, mas quando ler este bilhete nós possivelmente estaremos em outro mundo. Volto o                  mais rápido possível. Avise os pais de Fellipe, Karol, Jéssica e Lucas.
                                                                                    Abraços,
                                                                                          Pet .

Eram seis horas da tarde. Todos esperavam por alguma instrução. De repente, a fadinha azul apareceu no ar, vindo na direção deles.
- Olá! Todos aqui, na hora certa. Ainda bem! Ok... vamos começar! Ah, aliás, meu nome é Agnes. – Então, iluminou-se fazendo com que sua luz se destacasse da do sol.
Em baixo do arbusto, apareceu um pergaminho enrolado, preso por uma flor azul. A fada voltou à sua luz normal e pediu para Lucas abrir e ler o pergaminho. Ele fez o que ela mandou. Dizia:

“Quando o sol se pôr no oeste
As luzes se acenderão
E o portal ao nosso mundo
Apenas os cinco verão”

No segundo seguinte, cinco feixes de luz coloridos vieram para o centro do quintal, formando um portal.
Um de cada vez, após o comando da fada, entraram no portal. Tomados pela escuridão, inconscientemente, seguiram para o desconhecido.

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Comentem, pfpfpf!!!
Aah, créditos à minha desenhista, Manu! 
Follow her! kk
Até mais, people. Bjinhoos :*

sábado, 12 de novembro de 2011

3º capítulo: Através do Espelho.

Wow... Demorei um pouco, ein.. kkkk. Mas aí está o capítulo. Espero que gostem.



     Já era de tarde e estavam todos na casa de Peter. Além deles, não havia mais ninguém em casa. Já tinham lido cinco vezes a dica, mas não chegavam a nenhuma conclusão. Porém, nenhum deles desanimou ou deixou de acreditar. Afinal, adultos como Dona Ângela já ouviram falar nesse lugar e acreditavam nele. Gente grande, na maioria das vezes, não acredita nessas coisas de conto de fada. Para eles, isso não passa da boa imaginação de uma criança.
     “O nosso mundo uma chave abre. E ao chegar algo os espera.” Todos tinham receio dessa frase. E com razão: o que seria esse “algo”? Poderia ser um gigante ou uma formiga. Uma cobra ou uma minhoca. Um monstro maligno ou uma simples fadinha. Uma planta carnívora ou uma flor pequenina.
     “No escuro, o mais jovem deve procurar. E verá o portal pela janela.” O escuro... o que poderia ser? Esta era a parte mais importante, porém a mais complicada. Afinal, não conseguimos nada sem pagar um bom preço. Jéssica levantou-se bruscamente, correu até o interruptor, apagou a luz e dirigiu-se à janela sem diminuir a velocidade. Olhou para fora. O sol estava forte e ela recuou, cambaleando, por causa da luminosidade. Pelo que conseguiu ver, nada estava diferente. Perguntou para os outros se viam algo diferente. Nada.
     Foi aí que Peter teve uma ideia que poderia mudar o dia, porém, não a comunicou aos demais. Teria que testá-la antes. Pensou com seus botões: Escuro: noite. Mais jovem: o mais novo, portanto, Karol. Mas, na dica, dizia “O” mais novo. Tinha grande chance de ser um garoto.
Neste caso, seria Fellipe. Convidou-o para dormir ali naquela noite. Se não desse certo, pelo menos eliminariam uma possibilidade.
...

     Já anoitecera, os garotos já haviam jantado. Estavam no quarto de Peter, quando Fellipe viu alguma coisa pelo reflexo do espelho.
 
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Respondendo:

manu.cristhyna - Ah, brigada por comentar, amiga. Pode fica tranquila que eu não vou roubar seus leitores e te chamarei pra ilustrar meu livro. kkk. Obrigada, beijos.

So, guys. Por hoje é só e, se tem alguém acompanhando, desculpe novamente a tremenda demora! Três meses, ein?! E comentem!!! Beijinhos :*

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

2º capítulo: O Pedido de Ajuda – Parte 2





Já estava no final da aula. Todos, principalmente Jéssica, estavam muito preocupados com o desaparecimento de Karoline. Decidiram, ao bater o sinal do fim da aula, ir até a diretoria, para ver se dona Ângela sabia de algo.
Chegaram lá e não encontraram ninguém na sala. Separaram-se em dois grupos (Fellipe com Peter e Lucas com Jéssica) para procurar pelo resto do colégio. A preocupação maior de todos era se ela não estivesse no ali. Ligaram para suas casas, para ver se ela estava lá. As respostas que receberam foram “Não”, “Não a vi” ou “Não passou por aqui”. Foram, então, procurar pelo colégio.
Lucas e Jéssica subiram as escadas do primeiro bloco para procurar nas salas de lá. Estavam quase desistindo, quando um choro os fez parar.
- Última vez, mocinha – disse uma voz que conheciam muito bem. Era dona Ângela, a diretora. – O que você ouviu?
- Eu estou falando a verdade! Só ouvi alguém gritando. Achei que dois alunos poderiam estar brigando e iria chamá-la após descobrir o que acontecia. Não entendi nada do que vocês falavam!
Lucas e Jess se assustaram mais ainda, pois esta era a voz de Karol. Mandaram uma mensagem para Peter e Fellipe irem para lá correndo.
- Desta vez, vou deixar passar – falava a diretora – Mas, não quero ouvir você e aquele bando de moleques com quem você anda falando sobre isso! Agora, suma daqui! – complementou, abrindo a porta e empurrando Karoline para fora. Nem sequer chegou a ver os dois que esperavam por Karol, a qual estava muito assustada. Jess a abraçou e Lucas passou a mão em sua cabeça para confortá-la. Os outros chegaram e Karol, disse:
- Vamos sair daqui logo. Lá em casa eu explico o que aconteceu.
Depois de chegarem na casa de Fellipe e Karol e ela contar tudo o que aconteceu (inclusive sobre a pressão feita sobre ela, o que quase a fez contar a verdade), foram almoçar. Karol disse que agora acreditava no irmão e tinha quase toda certeza de que não era um mito. Até incentivou-os a tentar abrir o portal.
Resolveram se reunir no dia seguinte, após a aula, para tentar interpretar a dica. Iriam até a casa de Peter, pois lá não haveria ninguém em casa.


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O que será que acontecerá na casa de Peter? Será que conseguirão encontrar a tal chave do portal? Ou isso é apenas um mito e estão tentando enganá-los?

Aah, gente... Comentem, please! Ajuda na inspiração... imaginação do escritor ^^. Posto logo o terceiro capítulo. Beijos :*

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

2º Capítulo: O Pedido de Ajuda – Parte 1




Passou-se uma semana e nada mais foi comentado a respeito do papel na sala da diretora. Lucas estava em casa, assistindo televisão, quando sua mãe o chamou, pois alguém na porta queria falar com ele. Foi, então, para lá e encontrou Fellipe o esperando. Foram dar uma volta num parque ali perto para conversarem. Ao chegarem lá, encontraram todo o grupo reunido à espera deles. Fellipe começou a falar:
- Há mais ou menos uma semana, eu encontrei na sala da dona Ângela este papel. – Lucas estranhou, pois da primeira vez que o vira, estava escrito em azul, e não em verde, como agora. – Está escrito em nossa língua, a que nós inventamos para nos comunicarmos durante as aulas, mas este não é nenhum dos que nós escrevemos. Se fosse, eu lembraria. Eu trabalhei nele durante a semana e consegui traduzi-lo. É como um pedido de ajuda, uma convocação a outro mundo. Diz assim:

“O nosso mundo, uma chave abre
E ao chegar, algo os espera.
No escuro lugar, o mais jovem deve procurar
E verá o portal pela janela.
Rápido devem vir
E com a vossa ajuda
Nosso mundo continuará a existir.”

Ficaram em silêncio, tentando interpretar o bilhete. Karol quebrou o silêncio dizendo:
- Vocês só podem estar malucos! Acreditam mesmo nisso? Como podem ter tanta certeza de que esse mundo existe e que não é uma pegadinha?
- Eu não tenho certeza, mas acho que tem algo... não sei... mágico nessa história. – Defendeu-se Fellipe. – As letras mudaram de cor, do azul para o verde, no dia em que terminei de traduzir.
- Não vou acreditar em você de novo – Disse Karoline, virando de costas para sair.
- Mas é verdade! – Lucas tentou ajudar. – Eu vi! Antes era azul!
Karoline olhou para Lucas, negou com a cabeça e saiu em direção à sua casa. Jéssica foi atrás dela. Ela e Lucas não estavam entendendo o motivo de Karol não confiar e acreditar no próprio irmão. Jess chegou na porta da casa de Karol e tocou a campainha. O pai dela atendeu e disse que estava no quarto e tinha pedido para ela subir, se viesse até ali.
Ao chegar no quarto, bateu na porta e disse quem era. Karol abriu a porta.
- Eu te devo uma explicação, não? – disse ela.
- Se quiser falar, estou ouvindo. - falou Jéssica.
- Pode se sentar.. é um pouco comprida. – Jess entrou no quarto, o qual não era muito diferente do seu. Havia alguns cadernos espalhados na escrivaninha. Karol fechou a porta enquanto Jéssica se sentava na cama. – Eu não sou irmã de verdade do Fellipe. Sou adotada. Morava em um orfanato aqui perto. Nos conhecemos lá. Ele fazia visitas diárias com o pai dele, porque depois que a mãe dele faleceu, ficaram praticamente sozinhos e queriam mais alguém com eles. Pensaram em adotar alguém que já tivesse mais ou menos a idade do Fellipe. Ainda no orfanato, começamos a conversar e... até namoramos um tempo. Uma vez, eu estava indo ao parque com algumas amigas minhas e encontramos umas garotas que não gostavam de nós lá. Ele estava lá, encostado numa árvore. A garota que mais implicava comigo chegou perto dele e foi se aproximando. Ele riu e eles se beijaram. Eu saí correndo para o orfanato. Não aguentava mais nem um segundo. Quando eu cheguei lá, o pai dele estava me esperando e me disse que havia me adotado. Eu e Fellipe brigamos.. e desde lá eu não consigo mais confiar nele. Ele até tentou dizer que foi ela.. mas eu não acreditei.
- Hum.. – Jéssica não sabia o que dizer. Elas conversaram mais um pouco, mas já estava tarde e precisavam terminar seus afazeres.

...


No recreio, Karol saiu rapidamente, para comprar seu lanche na cantina, o qual acaba rápido lá, pois há um grande número de alunos. Quando passou por uma porta, ouviu as vozes da diretora e do professor de história conversando. Parou por um momento, ao ouvir que falavam sobre o papel que Fellipe pegara.
- Sumiu! Simplesmente sumiu! Estava em cima da minha mesa e não o encontrei mais. Era o único jeito de explorarmos meu mundo e seus arredores e agora perdemos...
- Espere. – Ela foi interrompida pelo professor que abriu a porta bruscamente, derrubando Karoline dentro da sala.

Continua...

O que vai acontecer à Karoline? Será que agora ela acreditará no irmão? Só no próximo capítulo, que é a continuação deste.

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Eu sei que eu não escrevo muito bem, mas se vocês conseguiram ler até aqui sem ter um ataque de tédio e fechar a janela.. já ta ótimo pra mim!! kk Apesar de que eu achei que esse ficou bem melhor que o outro (modéstia a parte ^^) kk
Comentem, viu?! Posto logo a continuação.
Beijos :*

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Primeiro capítulo: A diretoria.



- Eu não acredito nisso!
Lucas acabara de descer do carro e a primeira coisa que viu, foi um sobrado antigo, branco, com uma pequena varanda. A família Ollister se mudara para West Allis, Wisconsin, pois estavam passando por algumas dificuldades financeiras.
-Nós nos mudamos para essa casa aí?! – reclamava Lucas, que era acostumado com casas mais luxuosas.
-Pode ir se acostumando, mano.. - disse Jéssica – É aí mesmo que nós vamos morar.
Levaram as malas para dentro da casa, a qual já estava mobiliada e foram conferir os quartos, no andar de cima. Apesar de, por fora, a casa ser antiga, seus móveis eram muito bem espalhados, a maioria de madeira, mas novinhos, sem nenhum arranhão. No andar de cima, havia quatro quartos: dois de casal e dois nos quais ficaram Lucas e Jéssica, cada um no seu. Eles já começaram, naquele mesmo momento, a tirar o pó dos móveis, desencaixotar suas coisas e arrumar suas roupas no guarda-roupa. Os dois quartos eram iguais. Tinham, cada um, uma cama, um guarda-roupa, uma penteadeira e um criado-mudo. Cecília, após limpar e arrumar a cozinha, preparou um lanche da tarde, pois todos estavam com fome.
No lanche preparado por Cecília, havia várias coisas gostosas: bolo de cenoura, suco de laranja, café com leite, pães de mel... Depois de lancharem, voltaram para a organização da casa. Eram quase sete horas, quando ouviram batidinhas na porta. Pedro foi atender e se deparou com três adolescentes e um homem, que parecia ter a mesma idade que ele. Estes se declararam vizinhos. Pedro deixou que entrassem e pediu para que se sentassem no sofá. Lucas, Cecília e Jéssica desceram correndo para verem o que estava acontecendo. A única garota do grupo apresentou os novos vizinhos.
-Eu sou Karoline, mas pode me chamar de Karol. Esse é Fellipe, meu irmão, Peter, nosso amigo e Tiago, meu pai.
Todos começaram a conversar simultaneamente. Descobriram que Karol e Fellipe eram irmãos gêmeos, apesar de não terem nenhum traço um do outro, Peter era o mais velho, estudavam no mesmo colégio e já combinaram de ir juntos: os vizinhos passariam na casa deles pois era caminho para o colégio, que não ficava muito longe dali, portanto, dava para ir à pé. Conversaram pouco, pois já era tarde e todos precisavam descansar nesse dia longo e cansativo. Ao final da conversa, já tiveram uma certeza: seriam grandes amigos.
O dia seguinte amanheceu um pouco nublado, mas sem nenhuma previsão para chuva. As crianças se arrumaram rápido e foram esperar pelos amigos na frente da casa.
Na aula, tiveram que copiar todo o conteúdo passado anteriormente, mas como eram dedicados, pegaram facilmente. No recreio, Fellipe chamou Lucas, para se divertirem um pouco. A “diversão” à qual ele se referia, era pregar uma peça nos alunos: amarraram um pote de tinta à porta e, quando alguém a abrisse, a tinta cairia sobre ele. Mas o resultado não foi muito bom. Quem abriu a porta foi o professor de história, o mais bravo de todos. Os dois foram mandados para a diretoria.
Ao chegar lá, se depararam com uma mulher jovem, parecia simpática. E era mesmo. Por ser seu primeiro dia de aula, com Lucas nada acontecera, mas Fellipe pegou uma semana de detenção. Fellipe se focou em um papel escrito em azul meio escuro, em cima da mesa da professora. Estava em uma linguagem simbólica, a qual ele já havia visto antes. Quando a diretora entrou para providenciar o pedido de detenção, ele aproveitou a ausência dela e pegou o papel, guardando-o no bolso.
-Ei, o que está fazendo? – sussurrou Lucas.
-Shhh – Fellipe respondeu, também sussurrando – Ela vai voltar a qualquer momento.
Fellipe pegou o pedido de detenção e foram para a sala, pois o recreio já acabara a um bom tempo. No caminho até a sala, ninguém ousou pronunciar uma só palavra. Apenas os pensamentos ficaram no ar. Será que existiria algo por trás de tudo isso? Ou Fellipe era apenas um garoto tentando se divertir?

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Bom, gente, vou parar por aqui. Eu sei que ta ruim, mas é porque esse é o primeiro capítulo, né.. ainda vão acontecer muitas coisas nessa história. Se tiverem alguma sugestão, comentem ali em baixo, por favor. Beijos :*

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Introdução e Personagens =D

  Oi pessoal! Vou fazer uma pequena introdução da história:

       Uma família, por motivos financeiros, se muda para uma casa em West Allis, leste de Wisconsin. Era uma casa grande, mas parecia ser antiga. Ao olhar para ela, qualquer um pensa que, após a mudança, sua vida se tornaria monótona. Mas nenhum dos integrantes daquela pequena família tinha ideia do que os esperava.


  Personagens principais:

  Jéssica Ollister (Jess, Jéh)

  Jess é uma garota morena, alta, de pele clara e olhos verde escuro. Tem 15 anos e é filha de Pedro e Cecília e irmã de Lucas. Se mudou para a casa em Wisconsin, pois passava por dificuldades financeiras onde morava anteriormente. É uma garota muito inteligente e adora ler.

  Lucas Ollister

  Lucas é um garoto de 16 anos, alto, moreno, olhos castanhos. É irmão de Jéssica e filho de Pedro e Cecília. É um garoto bagunceiro, mas também é inteligente. Gosta de esportes e aventuras.

  Pedro e Cecília Ollister

  Pais de Lucas e Jéssica. São altos, com aparência de serem bem novos. Ela é vendedora e ele empresário. Tiveram alguns problemas na cidade onde moravam e mudaram para West Allis.

  Karoline Cherlly (Karol, Kah)

  Karol é uma garota doce e simpática. Tem 15 anos. Não é nem alta nem baixa, tem cabelos ruivos, olhos de um azul intenso. Tem um irmão gêmeo chamado Fellipe, mas ele é totalmente diferente dela. Mora com o pai e o irmão em West Allis há quase três anos. Sua mãe morreu há 10 anos, em um acidente de carro. Karol adora jogar basquete e é muito boa nisso.

  Fellipe Cherlly (Fe)

  Fellipe é um garoto agitado e nada, absolutamente nada delicado. Por onde passa, deixa seu rastro e todos sabem que ele esteve por lá. Tem 15 anos e é loiro, de olhos verdes. Adora pregar peças e vive na diretoria. É zagueiro do time do colégio.

  Peter Longsow

  É um garoto simples, simpático e inteligente. Seu cabelo e seus olhos são castanhos. Tem 16 anos e é o mais velho do grupo. Dos meninos, o mais responsável. Mora com os pais e é filho único. É muito bom em lógica e em fazer cálculos.

  Postarei logo o primeiro capítulo. Até mais :*