domingo, 18 de dezembro de 2011

5º capítulo: Surpresas.

Hey! Voltei, postando mais um cap.
Aah, antes que eu me esqueça. Queria agradecer à minha amiga Martina, que me ajudou a escrever. A maioria das ideias foram dela, eu só escrevi. Kkk
Mas, afinal, a história precisava dar uma melhorada. Então, ta aí!

No último capítulo...

“Um de cada vez, após o comando da fada, entraram no portal. Tomados pela escuridão, inconscientemente, seguiram para o desconhecido.”



Karol foi a primeira a acordar. Se encontrava em um lugar totalmente diferente do qual imaginava que iria despertar. Era sombrio, úmido e deprimente. Logo percebeu que era uma cela. Tentou se levantar mas foi puxada novamente ao solo. Estava presa por correntes nas mãos e nos pés. Viu também que os seus amigos estavam ali, presos também. Chamou por seus nomes, fazendo-os acordarem.
- Aonde estamos? – perguntou Lucas.
- E você acha que nós sabemos? – retrucou Jéssica.
- Devo admitir que não esperava essa recepção... – brincou Fellipe.
- Shhh – pediu Peter – Tem alguém vindo! – acrescentou sussurrando.
Uma luz ia crescendo do lado de fora da cela. Será que alguém vinha soltá-los?
Logo descobriram de onde surgia a luz. Era a fada azul, que os trouxera para aquele lugar.
- Agnes! Onde estamos? Ajude-nos, por favor! Tire-nos daqui! – dizia Karol.
- Hihihihihi. Tolinhos! – A voz da fada era muito diferente daquela que ouviram pela primeira vez, parecendo mais com uma bruxa do que com um anjo. – Seus pais não lhe ensinaram a não falar com estranhos? Olhe no que deu! Presos como ratos sujos em ratoeiras!
- O que? – perguntou Lucas, ainda sem entender nada.
- Ah, são mais burros do que eu pensava! – Agnes falava com indiferença. – Eu sou do mau, não perceberam?
- Ta, que seja! O que pretende fazer com a gente? – disse Fellipe, irritado.
- Hum... Ainda não pensei nisso. Mas talvez aprisioná-los até o fim de suas vidas... ou matá-los!
- Wow... E eu achando que você era legal! – retrucou Fellipe.
- Aham... que seja. Tenham uma boa noite, queridinhos! – Deu mais uma risadinha e se retirou do lugar.
Já havia passado um bom tempo da visita da fada e a cela estava mais escura do que antes. Devia ser noite lá fora. Um dos criados lhes trouxera comida (era quase impossível nomear assim). Em um prato haviam apenas três pães escuros e secos e um cantil de água. Estavam famintos e dividiram entre si. Logo, quase sem perceber, adormeceram.
Há quanto tempo haviam dormido? Um dia? Uma noite? Alguns minutos? Isso não importava, estavam presos e a única esperança de sair de lá era um milagre.
- Olá dorminhocos! Vim lhes fazer outra visita! – A fada assustou-os ao aparecer de repente.
- Ah, cansei de você! – disse Jéssica, pegando o cantil e atirando na direção da fada. Todos ficaram surpresos com seu ato. Mais surpresos ainda, ficaram quando o alvo foi atingido e a fadinha caiu inconsciente no chão da masmorra. – Como alguém tão pequeno pode ser tão irritante?
Ouviram-se explosões lá em cima e logo começaram os gritos e a confusão.  Não tinham a menor ideia do que estava acontecendo. Escutaram passos que pareciam estar descendo as escadas. Ficaram quietos, esperando o que estava por vir. E ficaram pasmos.
Uma figura muito conhecida por eles caminhava na direção da cela. Era o professor de história, esguio e musculoso, trazendo uma espada embainhada no cinto e também as chaves da cela. Soltou cada um deles rapidamente.
- Vamos! – ordenou o professor – Precisamos ser rápidos! Quando ela acordar, não estará nada feliz. – Olhou, então, para Agnes, adormecida à seus pés.
Todos olhavam para ele, sem reação alguma
- Venham! Sigam-me! – insistia ele – Esclarecimentos depois.
Não tinham escolha, então, seguiram o professor, confusos demais para falar.
- Ágata, minha filha, está distraindo-os, mais creio que não será por muito tempo.
Mesmo continuando sem entender, corriam, sendo ora empurrados, ora arrastados.
Chegaram a uma sala grande, bagunçada por causa das explosões. Havia uma porta à direita e outra à esquerda. Sem nem mesmo hesitar, o professor seguiu para a esquerda. Perceberam, após um tempo, que em cada sala, havia duas portas e seguiam pela esquerda. Então, na quinta porta, um pouco maior e mais luxuosa que as outras, lançaram-se para a noite.
Viram que estavam em um castelo, mas como estava escuro, não conseguiram enxergar os detalhes. A única coisa que sabiam é que era grande. Podiam ver as inúmeras explosões vindas de lá, que nunca comprometiam o castelo.
Corriam em direção a uma ponte que ligava o terreno do castelo ao outro lado de um rio extenso. Estavam quase chegando ao fim da ponte, quando uma figura feminina os alcançou, com uma espada na mão. Demoraram um pouco para perceber que estavam sendo seguidos por um batalhão de seres, alguns com tochas nas mãos, outros com espadas.
- Vamos cortar a corda da ponte! – berrou Peter.
- Não! – discordou o professor – Minha filha ainda não chegou!
Mas, para a surpresa de todos, após passarem ao outro lado, a figura feminina  baixou com força sua espada, partindo a corda e derrubando os que estavam na ponte dentro do rio.
Uma grande multidão parou subitamente no outro lado. Alguns caíram, sendo levados pela correnteza.
Sem nenhum motivo aparente, Fellipe correu na direção de Ágata, empurrando para o lado e sendo atingido por algo. Então, não viu mais nada.

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Este foi o capítulo... Espero que tenham gostado. Até logo!
Beijos :*

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

4º capítulo: Um mundo paralelo.

     Hey, people! Taí o cap. Espero que gostem. E comentem!!

 No último capítulo...

“Já anoitecera, os garotos já haviam jantado. Estavam no quarto de Peter, quando Fellipe viu alguma   coisa pelo reflexo do espelho.”


Fellipe correu em direção ao espelho e notou um reflexo azulado que parecia vir de trás da janela. Ele foi até lá, abriu o vidro e ali estava, no parapeito. Azulada como a água de rio corrente, como o céu em um dia de verão, pequena como um beija-flor. Tinha a aparência fraca, como alguém que precisa de comida ou do que o sustenta.Sua luz piscava, quase falhando, ela tremia. Fellipe estava pasmo.
- F-fada! U-uma fada! – dizia ele. Nunca havia visto nada igual na vida. Até aquele momento, podia jurar que não existiam.
Pegou-a em sua mão e trouxe-a para dentro. Entrava um vento frio da janela. Peter foi fechá-la. A fadinha sussurrou alguma coisa, quase inaudível. Os garotos se aproximaram dela para conseguir ouvir melhor.
- Água... A-água. Preciso de água!
Peter correu para a cozinha, pegou uma xícara e encheu-a de água. Andou escada acima e entrou novamente no quarto, Fellipe não mudara de posição. Deixou a xícara em cima da escrivaninha e Fellipe aproximou a mão que segurava a fada para que ela pudesse beber a água no que, para o tamanho dela, parecia ser um balde. Os garotos se assustaram ao ver a reação da fada: em vez de tomar a água, saltou lá dentro, como se a xícara fosse uma piscina. Peter foi puxá-la, mas Fellipe impediu-o. A luz da fada brilhou muito mais do que eles podiam esperar. Um clarão azulado tomou conta do quarto e logo se apagou. A fada que já não piscava mais, permanecendo com uma luz forte, viva, levantou a cabeça da água e disse, com uma voz angelical:
- Olá Fellipe. Olá Peter. Antes de tudo, parabéns pelo seu ótimo raciocínio, que lhe fez me encontrar. – disse, dirigindo-se a Peter. – E dou-lhes a garantia de que esse encontro será muito importante. Muito obrigada por me salvarem, garotos. Agora, vamos ao que interessa. – A voz ecoava na cabeça dos dois.
- Espere um pouco! – interrompeu-a Fellipe – Como você sabe nossos nomes? E o que você fez, Peter? – Ele estava pasmo.
-Depois conversamos. Deixe-a falar – disse Peter.
- Bom... continuando. Eu venho de um mundo paralelo ao de vocês, o Reino de Kalaffar. O nome vem de Lucio Kalaffar, um mortal que viveu por aquelas terras há muitos anos. Mas isso não vem ao caso. Temos situações mais importantes para discutir. Nós precisamos de ajuda. Um grande mal ronda nossos perímetros e apenas vocês poderão salvá-lo. O único portal que poderá levá-los a tempo se abrirá amanhã, quando o sol se por... será perto das 18 horas, neste quintal. Chamem os outros três e estejam aqui cinco e meia com tudo que for relativamente importante para vocês. Alguma pergunta? – Ela falava rapidamente, mas os garotos estavam prestando atenção suficiente para não deixar nenhuma informação para trás.
- Não – disseram os dois ao mesmo tempo, um pouco assustados.
- Agora, durmam, pois terão um longo dia amanhã. – A fada deu um último mergulho na xícara de água e voou para a janela, desaparecendo rapidamente.

...

O dia amanheceu claro. Fellipe e Peter chamaram os outros para contar o que acontecera na noite passada. Jéssica parecia assustada, mais do que o normal, mais do que os outros.
- O que foi, Jess? – Perguntou Karol.
- Essa fada... É loira, de vestidinho azul e asas azuis? Uma fada da água? – Ela fitava o horizonte, como se tentasse lembrar algo.
- É. Como sabe disso? – Disse Fellipe, desconfiado. Eles não haviam dito nada sobre a aparência da fada.
- Eu... Eu sonhei com ela. Ela estava voando no meu quarto e pousou no meu ombro. Depois... desapareceu. Então, eu acordei com a sua ligação. – Olhou para Peter, na última frase.
- Hum... ok. Alguém é contra vir aqui hoje ao pôr-do-sol? – Esperou a resposta e todos disseram “não”. – Então, peguem tudo o que vocês quiserem levar e voltem aqui às 17 e 30.

...

O sol já estava ameaçando descer e todos já haviam chegado. Peter escrevia um recado para seus pais. Era simples, continha as seguintes palavras:

Pai,
 O senhor pode não acreditar, mas quando ler este bilhete nós possivelmente estaremos em outro mundo. Volto o                  mais rápido possível. Avise os pais de Fellipe, Karol, Jéssica e Lucas.
                                                                                    Abraços,
                                                                                          Pet .

Eram seis horas da tarde. Todos esperavam por alguma instrução. De repente, a fadinha azul apareceu no ar, vindo na direção deles.
- Olá! Todos aqui, na hora certa. Ainda bem! Ok... vamos começar! Ah, aliás, meu nome é Agnes. – Então, iluminou-se fazendo com que sua luz se destacasse da do sol.
Em baixo do arbusto, apareceu um pergaminho enrolado, preso por uma flor azul. A fada voltou à sua luz normal e pediu para Lucas abrir e ler o pergaminho. Ele fez o que ela mandou. Dizia:

“Quando o sol se pôr no oeste
As luzes se acenderão
E o portal ao nosso mundo
Apenas os cinco verão”

No segundo seguinte, cinco feixes de luz coloridos vieram para o centro do quintal, formando um portal.
Um de cada vez, após o comando da fada, entraram no portal. Tomados pela escuridão, inconscientemente, seguiram para o desconhecido.

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Comentem, pfpfpf!!!
Aah, créditos à minha desenhista, Manu! 
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Até mais, people. Bjinhoos :*